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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Comando Militar: Exércitos

  • I Exército, general Armando de Moraes âncora - Rio de Janeiro (sede), Minas Gerais e Espírito Santo
  • II Exército, general Amaury Kruel - São Paulo (sede) e Mato Grosso
  • III Exército, general Benjamim Rodrigues Galhardo (substituído no dia 1 de abril pelo general Ladário Pereira Teles, janguista) - Rio Grande do Sul (sede em Porto Alegre), Santa Catarina e Paraná
  • IV Exército, general Justino Alves Bastos - Com sede em Recife, todos os estados nordestinos.

Principais Movimentos da Esquerda


  •          Mais de mil sindicatos de trabalhadores foram fundados até 1964
  •          Surge o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT)
  •          Pacto de Unidade e Ação (PUA) - ­aliança intersindical
  •          União Nacional dos Estudantes (UNE)
  •          Ação Popular (católicos de esquerda)
  •          Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb) - reunindo intelectuais de esquerda
  •          Frente de Mobilização Popular (FMP) - liderada por Leonel Brizola
  •          União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil
  •          Ligas camponesas

Torturas


Cadeira do dragão

Os presos sentavam pelados numa cadeira revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo. Muitas vezes, os torturadores enfiavam na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques.
Pau-de-arara

É uma das mais antigas formas de tortura usadas no Brasil - já existia nos tempos da escravidão. Com uma barra de ferro atravessada entre os punhos e os joelhos, o preso ficava pelado, amarrado e pendurado a cerca de 20 centímetros do chão. Nessa posição que causa dores atrozes no corpo, o preso sofria com choques, pancadas e queimaduras com cigarros.
Choques elétricos

As máquinas usadas nessa tortura eram chamadas de "pimentinha" ou "maricota". Elas geravam choques que aumentavam quando a manivela era girada rapidamente pelo torturador. A descarga elétrica causava queimaduras e convulsões - muitas vezes, seu efeito fazia o preso morder violentamente a própria língua.
Espancamentos

Vários tipos de agressões físicas eram combinados às outras formas de tortura. Um dos mais cruéis era o popular "telefone". Com as duas mãos em forma de concha, o torturador dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do preso. A técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos do acusado e provocar surdez permanente.

Soro da verdade

O tal soro é o pentotal sódico, uma droga injetável que provoca na vítima um estado de sonolência e reduz as barreiras inibitórias. Sob seu efeito, a pessoa poderia falar coisas que normalmente não contaria - daí o nome "soro da verdade" e seu uso na busca de informações dos presos. Mas seu efeito é pouco confiável e a droga pode até matar.
Afogamentos

Os torturadores fechavam as narinas do preso e colocavam uma mangueira ou um tubo de borracha dentro da boca do acusado para obrigá-lo a engolir água. Outro método era mergulhar a cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água, forçando sua nuca para baixo até o limite do afogamento.
Geladeira

Os presos ficavam pelados numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé. Depois, os torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um sistema de aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes emitiam sons irritantes. Os presos ficavam na "geladeira" por vários dias, sem água ou comida.

Governo Castello Branco (1964-1967)


Castello Branco - BRESCOLA
Castello Branco foi o primeiro presidente do Brasil durante o Regime Militar, ele foi eleito pelo congresso dia 15 de abril de 1964. Em seu primeiro pronunciamento afirmou defender a democracia, mas quando começa o seu governo, assume uma posição autoritária. Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de acabar com os partidos políticos.
Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, as pessoas tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar Quando ele estava poder, foi instituído o bipartidarismo, ou seja, só estavam autorizados o funcionamento de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA). O governo Castello Branco terminou em 1967 com uma nova constituição aprovado no mesmo ano, confirmava e institucionalizava o regime militar e suas formas de atuação.

Governo Costa e Silva (1967-1969)



Presidente Costa e Silva
Em 1967 assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva. Seu governo é marcado pelo aumento da oposição ao regime militar, protestos e manifestações. Uma das maiores delas foi a Passeata dos Cem Mil, organizada pela UNE (União Nacional dos Estudantes).  Em 1967 foi o ano marcado pela organização da guerrilha urbana, formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e sequestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada. Dia 13 de Dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 ( AI-5 ). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.


Passeata dos cem mil em 1968.

Governo Geisel (1974-1979)

Em 1974 começa um lento processo de redemocratização com o general Ernesto Geisel. O governo conhecido com o fim do Milagre Econômico e com a Insatisfação Popular em altas taxas. Nas eleições de 1974, o MDB consegue 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades. Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.